Acadêmicos do Salgueiro

Fundação: 5 de março de 1953
Madrinha: Estação Primeira de Mangueira
Cores: Vermelho e branco
Presidente Administrativo: André Vaz
Presidente de Honra: Djalma Sabiá

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, frequentemente referida apenas como Salgueiro, é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. Originária do Morro do Salgueiro, atualmente é sediada na Rua Silva Teles 104, no bairro do Andaraí, onde também funciona a Vila Olímpica do Salgueiro. Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da fusão de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro, a Depois Eu Digo e a Azul e Branco.

Possui nove títulos de campeã do Grupo Especial, conquistados nos anos de 1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975, 1993 e 2009. É uma das maiores vencedoras do Estandarte de Ouro, sendo premiada como melhor escola por oito vezes. É a maior vencedora do Tamborim de Ouro, conquistando por seis vezes o prêmio principal. Nunca foi rebaixada do Grupo Especial. A pior colocação foi em 2006, quando obteve o 11º lugar.

A Acadêmicos do Salgueiro desfilou pela primeira vez em 1954, conquistando o terceiro lugar, à frente da super campeã Portela. A escola foi responsável por renovar a estética do Carnaval Carioca ao convidar artistas de formação acadêmica, para confeccionar seus desfiles. Em 1959, foi o casal de artistas plásticos Dirceu e Marie Louise Nery os responsáveis pelo desfile da escola, sobre o pintor francês Jean-Baptiste Debret. A apresentação chamou atenção de um dos julgadores, o professor da Escola de Belas Artes e cenógrafo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Fernando Pamplona, que foi convidado pelo presidente da escola, Nelson de Andrade, para confeccionar o desfile de 1960.

Neste ano, a escola conquistou o seu primeiro campeonato, com o enredo “Quilombo dos Palmares”. Também nesse período, a escola inovou na escolha dos enredos, homenageando personalidades brasileiras, na época, pouco conhecidas, como Zumbi dos Palmares (em 1960), Xica da Silva (em 1963), Chico Rei (em 1964) e Dona Beija (em 1968). Naquela época, apenas figuras conhecidas da história nacional eram temas de enredo. Em 1963, pela primeira vez no Carnaval Carioca, uma escola de samba apresentava um enredo centrado em uma personalidade feminina. A escola inovou, mais uma vez, ao apresentar uma ala de passo marcado. Coreografada por Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a ala trazia casais dançando um minueto. A ideia causou polêmica, mas, com o passar do tempo, o artifício foi utilizado por outras agremiações em seus desfiles.

Polêmicas à parte, naquele ano a escola conquistou o seu segundo título de campeã, com um enredo de Arlindo Rodrigues sobre Chica da Silva. Em 1965, conquistou o seu terceiro campeonato com um enredo sobre a história do carnaval carioca. Em 1969, foi campeã fazendo uma homenagem à Bahia. Em 1971, conquistou o seu quinto título de campeã com o popular samba-enredo “Festa para um rei negro”, conhecido pelo refrão “O-lê-lê, o-lá-lá / Pega no ganzê / Pega no ganzá”.

Os anos de 1974 e 1975 marcaram uma nova mudança na escolha dos enredos. O carnavalesco Joãosinho Trinta conquista mais dois títulos para a escola com dois enredos oníricos, misturando realidade e imaginação. Em 1993, a escola foi protagonista de um dos momentos mais marcantes dos desfiles. Com o enredo “Peguei um Ita no Norte”, do carnavalesco Mario Borrielo, a escola conquistava o seu oitavo campeonato. Durante o desfile, o público presente no Sambódromo cantou em coro o popular samba-enredo, conhecido pelo refrão “Explode coração / Na maior felicidade / É lindo o meu Salgueiro / Contagiando, sacudindo essa cidade”. Em 2009, a escola conquistou o seu nono título de campeã do carnaval carioca, com o enredo “Tambor”, do carnavalesco Renato Lage.

Alguns dos mais importantes carnavalescos da história do carnaval carioca iniciaram a carreira na Acadêmicos do Salgueiro. Entre eles, Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, Maria Augusta, Renato Lage, Max Lopes e Joãosinho Trinta – todos de formação acadêmica. A maioria foi levado para a escola por Fernando Pamplona, fato que lhe deu a alcunha de “o pai de todos os carnavalescos”. Aos poucos, outras escolas aderiram à ideia, consolidando a presença de artistas acadêmicos no carnaval carioca. A escola possui o lema “Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”. É apelidada de “Academia do samba”, e sua bateria é denominada “Furiosa”.

Fonte: Wikipedia

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