Império Serrano e NegroMuro inauguram painel artístico em homenagem a Mano Eloy

Músico ajudou na fundação da escola de samba e dá nome à quadra de ensaios.

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Foto: Pedro Siqueira

Seguindo o trabalho de exaltação a grandes nomes de sua história, o Império Serrano inaugurou no último sábado (17), o painel artístico que homenageia Eloy Antero Dias, o Mano Eloy (1888-1971), um dos fundadores da escola, multi-instrumentista, compositor, jongueiro e que dá nome à quadra de ensaios, em Madureira. O trabalho foi idealizado e executado pelo NegroMuro, projeto que visa contribuir com a construção de uma memória social que enalteça lutas, conquistas e referências de pretas e pretos na cultura brasileira.

Ao som do Jongo da Serrinha, a cerimônia contou com muita emoção e reuniu familiares, amigos e admiradores de Mano Eloy. O artista Cazé, que foi o responsável pela pintura do painel na entrada social, falou sobre a realização de mais um belo trabalho.

“É muita emoção estar ao lado de tantas pessoas importantes para a história do samba e deste quilombo sagrado que é o Império Serrano. Só tenho que agradecer a oportunidade por estar vivendo um momento tão sublime e importante para o NegroMuro. Mano Eloy foi um preto velho, jongueiro, sambista e um personagem marcante para a nossa sociedade”.
Foto: Pedro Siqueira

Um dos netos, Helton Dias também comentou sobre a inauguração do painel. Para ele, a sensação é de gratidão por estar vendo a exaltação da história do seu avô no solo que tanto defendeu.

“Gostaria de agradecer, em nome da família Antero Dias, o reconhecimento e o resgate da história do meu avô. O Império Serrano é uma casa para todos nós, pois aqui o Mano Eloy construiu parte de sua vida e nós, seus familiares, crescemos neste chão. Estamos honrados com a homenagem e tenho certeza que ele está olhando por nós”.

No painel criado pelo NegroMuro, com pesquisa de Rhuan Gonçalves e Pedro Rajão, estão referências que fizeram parte da vida de Mano Eloy. Destacam-se o título de Cidadão do Samba, concedido pela União Geral das Escolas de Samba do Brasil, em 1936, o jongo, a Madureira antiga, através do Mercadão de Madureira, local onde hoje é a quadra de ensaios, o Sindicato da Resistência, o padroeiro São Jorge e a primeira sede da escola, dentre outros.

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