Em busca do melhor enredo, Beija-flor de Nilópolis ganha reforço do pesquisador Mauro Cordeiro

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Foto: Eduardo Hollanda

Para repetir o feito do último Carnaval, quando gabaritou o quesito enredo, a Beija-flor de Nilópolis reforçou seu time e ganhou a contribuição de Mauro Cordeiro. O pesquisador é um dos autores do enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”. Ele já trabalha ao lado dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues no aprofundamento do tema.

Mauro é licenciado em Ciências Sociais pela UFRRJ e mestre pela PUC-Rio. Atualmente, cursa Doutorado em Antropologia na UFRJ e também é professor substituto da UFPI e efetivo da Seeduc-RJ, atuando no ensino superior e na educação básica. O pesquisador ainda é um dos fundadores do movimento Pensamento Social do Samba, onde ministra aulas, cursos e oficinas acerca do universo das agremiações do Rio de Janeiro. Suas pesquisas valorizam o caráter associativo e territorial das escolas de samba, compreendidas como expressões afrodiaspóricas.

“Tem sido uma experiência incrível trabalhar com o André, um amigo que é, antes de tudo, um artista que admiro, e também com o Alexandre, carnavalesco fundamental na história da festa e que dispensa apresentações – disse Mauro, que completou: – Esta oportunidade de construir a narrativa do desfile de uma escola com o tamanho da Beija-flor é uma responsabilidade gigantesca, mas tenho muita convicção no trabalho que estamos desenvolvendo”.

Grande reforço

Para a nova temporada, a azul e branco propõe uma nova Independência do Brasil por meio de novos marcos e símbolos nacionais (como a expulsão das tropas portuguesas da Bahia em 2 de julho de 2023, prestes a completar dois séculos). A iniciativa da agremiação visa resgatar o protagonismo popular e transformar o desfile em um grande ato cívico.

“A Beija-flor procura sempre ter um enredo que gera debate e uma contribuição para sociedade. E é preciso muita pesquisa e estudo para chegarmos nesse objetivo. O Mauro foi um grande reforço que trouxemos, justamente pela ideia que temos de entregar sempre o melhor texto que explique o enredo aos jurados e às pessoas”, explicou Dudu Azevedo, Diretor de Carnaval.
“Fui muito bem recebido por todas as pessoas. A Beija-flor é mesmo uma família e me senti acolhido desde o primeiro dia. Espero ajudar a agremiação a voltar ao seu lugar de costume que é o de campeã do Carnaval”, afirmou Mauro, que também já se arriscou como compositor em algumas disputas de samba.

Sambista de berço, Mauro cresceu vendo a mãe desfilar na Portela, a avó e tias como baianas na Vila Isabel e o primo, Ronaldinho, defender por anos as cores do Salgueiro como mestre-sala. Completando a paixão da família, a prima, Vera, foi porta-bandeira da São Clemente. A trajetória dele no Sambódromo se iniciou aos 16 anos, quando começou a desfilar no cortejo salgueirense acompanhado do pai, na Ala dos Negões, onde seu avô era diretor.

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