Sem Carnaval, Ritmo Solidário intensifica o apoio aos ritmistas

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Foto: Divulgação

Criado em abril do ano passado pelo sambista China, contando com a participação e supervisão de mestres de bateria, o projeto Ritmo Solidário já distribuiu mais de duas mil cestas básicas para ritmistas cadastrados. No total, foram cerca de 40 toneladas de alimentos que beneficiaram famílias de integrantes de baterias das vinte e sete agremiações que desfilam na Marquês de Sapucaí.

Neste momento em que foi confirmado o cancelamento dos desfiles deste ano, diversos profissionais do samba estão impedidos de trabalhar por conta da escassez de shows e eventos devido às restrições impostas pela pandemia. Neste sentido, o Ritmo Solidário reforça o apelo por mais doações e se prontifica a continuar a missão de não deixar as centenas de famílias desamparadas.

“Muitos componentes moram em comunidades e estão passando por um momento delicado em suas residências. A intenção é que nós possamos nos unir nessa ação de solidariedade. Após as festas de fim de ano, o desemprego aumentou e não se tem mais o Auxílio Emergencial. Agora a dificuldade é maior, mas a nossa esperança é de que o prefeito Eduardo Paes e a Riotur, que estão ao nosso lado, possam trazer ações que ajudem os profissionais do carnaval”, explica China, organizador do projeto.

O projeto conta com o apoio de renomadas personalidades do samba, entre mestres de bateria como Odilon, Marcão, Rodney e Ciça; a porta-bandeira Selminha Sorriso; as rainhas de bateria Viviane Araújo, Aline Riscado, Leila Barros e Gracyanne Barbosa; além dos cantores Dudu Nobre, Elimar Santos e Xande de Pilares; e do apresentador e jornalista da Rede Globo, Alex Escobar.

“A ação do Ritmo Solidário não parou, a pandemia não passou, temos que continuar nos ajudando, em breve estaremos juntos. O Ritmo Solidário está arrecadando mantimentos para os ritmistas das escolas de samba, é muito fácil doar, só dar uma passadinha no Sambódromo – Setor 10. Juntos somos mais fortes”, declara Selminha Sorriso.

Ao longo de 2020, foram realizadas algumas ações para captar recursos para a continuação do projeto. Entre elas, o leilão de peles usadas em instrumentos das baterias do Grupo Especial e Série Ouro, assinadas por cada respectivo mestre, além de apresentações virtuais com intérpretes e mestres de bateria de escolas de samba envolvidas. Neste momento, há também a rifa de uma camisa autografada por jogadores do atual elenco de futebol profissional do Clube de Regatas Flamengo.

As doações podem ser realizadas no setor 10 da Sapucaí, entrada pela Av. Salvador de Sá, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O espaço foi cedido pela Riotur para que o projeto pudesse receber e armazenar os alimentos, além de realizar a montagem e distribuição dos mantimentos seguindo um protocolo de higiene, mantendo o distanciamento e a segurança de todos. Também é possível ajudar sem sair de casa através do site de doações, “Vakinha”, basta acessar este link.

O projeto não tem nenhum vínculo político, suas ações estão documentadas e à disposição de todos os interessados em conhecê-las.

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Locutor nas escolas de samba do RJ, analista de sistemas, jornalista (RG 0039675-RJ), compositor e intérprete. Administrador do site CARNAVAL CARIOCA.

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