Beija-flor e coirmãs fazem entrega das 60 toneladas de alimentos

Live do Samba promovida no início de maio gerou recursos para famílias afetadas economicamente pela pandemia.

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Foto: Eduardo Hollanda

Centenas de lares localizados em comunidades da região metropolitana do Rio de Janeiro foram abastecidos no último sábado (23), com mantimentos arrecadados por escolas de samba cariocas na “Live do Samba”, promovida no início deste mês.

Capitaneada pela Beija-flor de Nilópolis, a iniciativa mobilizou seis coirmãs do Grupo Especial e, graças a seus admiradores, conseguiu doar 60 toneladas de alimentos a famílias prejudicas pela pandemia da COVID-19. Também foram destinados 700 litros de água mineral e 3,5 mil máscaras de proteção.

Dudu Azevedo, diretor de Carnaval da agremiação, agradeceu a todos que participaram do espetáculo com seis horas de música ao vivo promovido pelo projeto.

“Quero agradecer todos que fizeram doações por meio da Live do Samba, uma ação solidária para todas as comunidades onde a bandeira da nossa festa está sempre levantada. Que a gente consiga atender mais pessoas que necessitam neste momento. Alegramos quem estava em casa e agora vamos alegrar várias famílias com os alimentos que o público doou”.

Com patrocínio da Cerveja Original e apoio da AME Digital, a live apresentada por Milton Cunha e Vanderlei Borges, que gravou o áudio de apresentação das escolas, atingiu mais de 400 mil visualizações, sendo um dos temas mais comentados do país nas redes sociais no dia 8 de maio, quando foi veiculada. No Twitter, por exemplo, o show chegou a ser o terceiro tópico com mais mensagens publicadas pelos usuários brasileiros.

O sucesso foi resultado do esforço – repleto de cuidados – de intérpretes e mestres de bateria dos mais importantes para a festa na Sapucaí. Eles permaneceram ao vivo no canal da Beija-flor no Youtube em uma verdadeira maratona. Além de Neguinho da Beija-flor, o anfitrião, participaram da festa no barracão da “Deusa da Passarela” na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio, os intérpretes Marquinho Art’Samba (Mangueira), Gilsinho (Portela), Celsinho Mody e Carlos Junior (Paraíso do Tuiuti), Wantuir (Unidos da Tijuca), Tinga (Vila Isabel) e Zé Paulo Sierra (Unidos do Viradouro).

Foto: Eduardo Hollanda

Em nome da transparência, a AME Digital foi a responsável por centralizar as arrecadações via QR Code enquanto a transmissão acontecia. O dinheiro arrecadado foi dividido entre as escolas e revertido em doações de cestas básicas para famílias e pessoas em estado de necessidade em todo o Rio de Janeiro. No caso da Beija-flor, a parcela da agremiação será integralmente destinada à ONG Ação Cidadania.

Além da preocupação social, a “Live do Samba” também contou com cuidados referentes à saúde de sua equipe e dos participantes. Durante todo o processo, foram seguidos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde com o objetivo de manter os envolvidos devidamente distanciados e devidamente prevenidos contra o novo coronavírus. Houve também a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), como máscaras e escudos faciais, bem como de álcool em gel. Mensagens de conscientização também fizeram parte da iniciativa.

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Locutor nas escolas de samba do RJ, analista de sistemas, jornalista (RG 0039675-RJ), compositor e intérprete. Administrador do site CARNAVAL CARIOCA.

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