Projeto impulsiona a Beija-flor em busca por notas máximas em bateria

Iniciativa é responsável por quase 80% do contingente de ritmistas.

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Há uma década, os mestres de bateria Plínio e Rodney assumiram a empreitada de comandarem juntos a bateria da Beija-flor de Nilópolis. Durante o tempo que estão à frente dos ritmistas da “Soberana”, eles têm contado com aliados de primeira grandeza para garantir um espetáculo de ritmo: Músicos formados a partir do projeto social “Sonho de um Beija-flor”, que em breve será reformulado transformando-se em um grande “Instituto Beija-flor”, ensina jovens da comunidade a tocar instrumentos e os transforma em desfilantes da bateria. Dos 260 ritmistas que desfilarão este ano com a azul e branco, cerca de 80% começaram como alunos do programa.

Os resultados conquistados com a ajuda dos aprendizes são inquestionáveis: Desde 2017, o quesito de Plínio e Rodney tem sido gabaritado diante do júri da LIESA, sempre com três notas máximas. Em 2016, já integrada com o projeto, a bateria conquistou seu primeiro prêmio Estandarte de Ouro, concedido pelo Jornal O Globo.

“Nosso projeto socializa o ritmista. Costumo dizer a eles que eu não sei se conseguirei fazer deles bons músicos, mas com certeza os ajudarei a virar pessoas melhores. A gente costuma dizer que a Beija-flor não é uma escola de samba, mas uma escola de vida. Por isso, o projeto foi um divisor de águas. Se hoje temos uma bateria coesa e impecável, é por causa dessa iniciativa”, afirma mestre Rodney.

Além de garantir o contingente de ritmistas, o “Sonho de um Beija-flor” ajuda a manter jovens afastados da violência e da criminalidade. E isso ocorre não só por meio das aulas de música, mas também pela dança: Depois das aulas de percussão, foi inaugurada a escola de mestre-sala e porta-bandeira, comandada por Selminha Sorriso — outra frente de trabalho com sucesso já comprovado.

Nesse tempo todo em que estou no projeto, perdi um aluno só (para a criminalidade). Mas tenho vários outros que vão para um caminho torto e a gente consegue resgatar. Eles são nosso diferencial”, diz Rodney, que completa: “E apostamos neles este ano para aproveitarmos a melodia do nosso samba, que é maravilhoso”.

A agremiação encerra os desfiles da segunda-feira de folia, apresentando o enredo “Se essa rua fosse minha”, dos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho.


Foto: Eduardo Hollanda

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Locutor nas escolas de samba do RJ, analista de sistemas, jornalista (RG 0039675-RJ), compositor e intérprete. Administrador do site CARNAVAL CARIOCA.

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