Fé, samba e alegria marcaram a cerimônia de lavagem da Sapucaí

Foto: Rodney de Figueiredo

A tradicional lavagem do Sambódromo aconteceu na noite do último domingo (4), na Marquês de Sapucaí. Com um bom público nas arquibancadas que não estavam lotadas, a cerimônia ecumênica teve início por volta das 19h, com o cantor Marcelo Negrão entoando os versos do samba “Meu Lugar”, em homenagem ao cantor e compositor Arlindo Cruz. Logo após, foi à vez da apresentação de grupos de rituais de matrizes africanas.

Foto: Rodney de Figueiredo

Em seguida houve a homenagem ao Santo padroeiro da cidade, São Sebastião do Rio de Janeiro, com o hino oficial interpretado pelo cantor Marcelo Guimarães, na abertura oficial do Carnaval 2018.

O ator Milton Gonçalves, presença marcante na Passarela do Samba, discursou para os presentes. Ele começou agradecendo o comparecimento do público e pediu aplausos para os profissionais de imprensa. Na sequência, o artista falou sobre a importância da figura das baianas e ressaltou a necessidade do pedido de proteção a todos contra os males que possam atingir o nosso Carnaval.

Foto: Antonio Pivanti

Em seguida, a cantora Alcione foi anunciada. A mangueirense em seu pequeno discurso lamentou a falta dos ensaios técnicos neste período pré-carnaval e cantou o sucesso “Não deixe o samba morrer”, arrancando aplausos de toda Avenida, principalmente do Setor 1.

Dando prosseguimento ao cerimonial, Dudu Nobre assumiu o carro de som e cantou “Cidade Maravilhosa”, dando continuidade ao momento de festa e encontro dos sambistas na Passarela do Samba. A partir daí, foi a vez do pout-pourri de sambas-enredo, tomar conta da Marquês de Sapucaí, misturando os clássicos e atuais, começando pelo Império Serrano e o inconfundível “Aquarela Brasileira (1964)”, além do cortejo dos sambistas, dando o tom de alegria e muito samba no pé aos amantes da folia.

A proposta da lavagem teve como foco pedir paz e proteção a todos os cidadãos cariocas, para que assim seja dada a largada ao maior espetáculo da Terra, deixando para trás todas as mazelas que aconteceram no Carnaval do ano passado.

O evento teve a presença das mães baianas e representantes de diversas religiões, com o objetivo de combate a intolerância religiosa. Casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins e adultos, ritmistas, Velhas-Guardas, intérpretes e componentes de várias agremiações do Grupo Especial e Série “A”, além dos integrantes da Corte do Carnaval Carioca abrilhantaram a tarde/noite de festa.

Foto: Rodney de Figueiredo

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